A chegada!
Hora de entrar no avião…
Aquele friozinho na barriga, aquela sensação de que a aventura só estava começando e, realmente, só estava começando. Aquela mochila nas costas, o olho inchado de tanto chorar, sozinha, todo mundo me olhando… Procurei o meu assento, sentei e só fiquei esperando pra ver quem iria se sentar ao meu lado. Esperei, esperei e ninguém se sentou. Prontos pra decolar, as luzes se apagaram e lá vamos nós!!! Não demorou muito pra eu cair no sono, já fazia semanas que não conseguia dormir muito bem em casa por conta da ansiedade. Acordei pra jantar, fui àquele banheiro pequeno e apertado e logo voltei a dormir novamente; não sei se estava dormindo ou não, pois minha cabeça não parava de pensar, mas meus olhos estavam fechados.
Dentro da minha mochila, trouxe comigo um caderno com mensagens dos meus amigos e parentes do Brasil, não contive a ansiedade pra ler… A maioria das pessoas no avião já estava dormindo, alguns ate roncando. Acendi a minha luz e comecei a ler recadinho por recadinho. Eu não queria chorar tudo de novo, mas quem disse que eu aguentei?! haha E assim continuei, lendo e me emocionando, quando chegou na página da minha mãe, fechei o livro; pensei: “melhor ler só quando chegar lá”, mas não fazia sentido, eu não teria como voltar mesmo! haha Então, abri o livro novamente, respirei e comecei a ler. Aquelas palavras estavam bagunçadas na minha cabeça, minhas lágrimas já não me deixavam ver as letras, mas fui lendo aos poucos… Eu sorria sozinha, estava tão feliz comigo mesma por ter tido toda coragem, que quando li o quanto ela estava orgulhosa de mim pensei: “também estou orgulhosa de mim mesma, mãe”. Parecia que eu estava conversando com o livro, na verdade com a minha mãe, e acho que isso me fez não me sentir tão sozinha.
Guardei tudo, apaguei a luz, orei e dormi novamente… Acordei já era cedo, tomei meu café da manhã e comecei a ficar preocupada, porque depois que o avião parasse, eu teria que pegar minha mala, passar pela polícia federal e esperar pelo outro avião.
Fiz um voo super tranquilo, cheguei em Houston, meu coração pulava, eu já não ouvia ninguém falar português. Peguei meu celular e li tudo o que meu pai tinha escrito pra mim, e fui fazendo passo a passo. Achei o lugar que estava minha mala, peguei-a, e prossegui; despachei a mala, passei pela esteira e depois fui pegar um trem. Peguei-o sozinha, eu não sabia se estava no lugar certo, mas confiei em mim mesma. E por sorte eu estava certa! Eu tinha 3 horas antes de pegar o avião e eu já estava no lugar certo. Com fome, fui dar uma volta pelo aeroporto que não era muito grande, eu me sentia uma aventureira com aquela mochila nas costas. Comprei um salgadinho e um refrigerante e voltei pra “sala” pra esperar o horário do meu voo. Esperei, esperei e parecia que a hora não passava nunca! Fui ao banheiro, escovei os dentes, passei maquiagem (eu queria estar bonita pra quando visse minha família). De repente, um monte de gente começa a chegar, já não tinha onde me sentar. Sentei-me no chão e fiquei só esperando chamar meu voo; enquanto isso tentava conectar o wifi e mandar uma mensagem pros meus pais avisando que eu estava bem. Mas não conseguia, o sinal estava horrível.
Finalmente chegou a minha hora, dei a passagem e fui pegar o avião que, na verdade, era muuuito pequeno, acho que tinham no máximo 20 pessoas… Sentei-me ao lado de uma senhora que ficou conversando comigo e querendo saber mais sobre o “exchange program” ela não sabia o que era. Ficamos conversando por uma hora (tempo de duração do voo) e quando chegamos em Corpus Christi ela me desejou boa sorte e eu fui, toda corajosa, ansiosa e com um pouco de medo de a família não estar me esperando lá…
Eu só tive que descer uma escada e lá estavam eles… Me esperando, as crianças estavam segurando uma placa escrito: “Welcome home Bianca” (Bem-vinda à casa Bianca). Lexi saiu correndo e veio me dar um abraço; Justin, um pouco mais tímido, me abraçou e finalmente Dani me abraçou e me passou a segurança de que eu precisava. Fiquei muito feliz em vê-los! Quando sai pra ir ao carro e vir pra casa, que caloooooor! Tirei o moletom, coloquei minha mala no porta-malas e fomos conversando sobre a viagem. Confesso que tinha hora que ela (Dani) falava rápido demais, mas eu entendi… Chegamos em casa, conheci-a, e finalmente meu quarto!!! Adorei tudo nele, na parede estava escrito: “Welcome home Bianca” e isso me mostrou o quanto eles também estavam ansiosos pra minha chegada!
E foi assim que tudo aconteceu =) Agora, como sera que foi a primeira semana??
Beijinhos #blondegirlintexas


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